Ideias privadas, memórias públicas…

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O blog de Luciano Caroso: etnomusicologia, ciberspaço, tecnocultura e outros bichos

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De Pachelbel a Avril Lavigne

Numa discussão acerca dos perfis acadêmico e técnico dos profissionais de música, que de tão “engajada” e “engessada”, acabou se tornando enfadonha, ouvi algumas referências sobre o vídeo acima: “este é um vídeo sobre o mercado de trabalho do violoncelista” !?!?; ou “O vídeo pode ser divertido e engraçado para alguns, mas ao mesmo tempo violento e agressivo para outros. Portanto, não posso concordar com a irreverência e o desrespeito com que o ‘Johann’ foi tratado” !?!?!?!?. Quase que o etnocentrismo de uns e a visão nuviosa de outros – que não conseguem atinar que a tecnologia muda visceralmente o comportamento, a cultura e os conceitos da criação e de muitos outros fazeres musicais – me impediu de perceber a forma genial com que este desconhecido pra mim, o comediante e músico Rob Paravonian, contou uma história de transmissão de música, que deve, inclusive, não ter começado com Johann Pachelbel (1653 – 1706), pelo caráter decididamente harmônico da tal “malfadada” parte de violoncelo. Achei-o (o vídeo) tão interessante e significativo que o recomendaria expressamente a qualquer, qualquer mesmo, estudante de música. O mais engraçado de tudo é que o (suposto) responsável pelas utilíssimas legendas em português é o blog Fatos Inúteis. Vá entender… :-).

2 comentários para “De Pachelbel a Avril Lavigne”

  1. 1
    ALEH:

    olha, você me desculpe mas não gostei do tom que você usou para dizer “o suposto responsável” pelas legendas.

    Eu fui o responsável SIM pelas legendas deste vídeo porque vi o vídeo em inglês e não encontrei nenhum legendado para nossa língua.

    Apesar de ter sido mal traduzido em algumas partes – confesso que não tive paciência de traduzir tudo de forma “correta” – esse vídeo me tomou bastante tempo entre tradução e implementação das legendas.

    Mesmo que eu não tenha ganhado nenhum dinheiro por isso, meu único interesse era fazer com que as pessoas que não estão familiarizadas com o inglês pudessem rir, assim como eu ri ao ver o vídeo.

    Quanto sobre o que o vídeo representa, não me importo. Pra mim o único intuito do vídeo é fazer rir. O resto, é resto.

    Espero ter ajudado no seu post, mas acho que você poderia ser um pouco mais cuidadoso nos comentários, se quiser ter uma boa reputação na blogosfera.

    No mais, sucesso com seu blog.

    ALEH
    http://fatosinuteis.blogspot.com

  2. 2
    Luciano Carôso:

    Caro Aleh:

    Eu efetivamente lhe devo desculpas. Por descuido não percebi que o final do filme trazia o crédito das legendas. Este erro é meu e fazer a mea-culpa é, portanto, necessário. Porque não atinei para a informação ao término da projeção, e só por causa disso, eu supus que as legendas teriam sido feitas pelo “Fatos Inúteis”. Apenas um rigor científico, vício do meio acadêmico em que vivo. Se não havia a certeza, tive que supor. Supor, segundo o Aurélio é:

    1. Estabelecer ou alegar por hipótese.
    2. Conjeturar, presumir, imaginar.
    3. Trazer à idéia.
    4. Imputar.

    Se ainda entendo o nosso idioma, pelo Aurélio, nenhuma acepção que justifique o tom áspero de seu comentário. Não houve, de minha parte, nenhuma intenção de ofensa, muito menos de colocar em questão a autoria das legendas, às quais me referi como “utilíssimas”.

    Vou retirar o “suposto” já que agora ele não faz mais sentido. Porém, se me permite: para se ter boa reputação na vida (seja real ou virtual), além de agir com retidão e lisura, é preciso não supor, em primeira instância, a má intenção alheia. Ah, afastar-se do etnocentrismo também ajuda muito o bom viver de qualquer um.

    Parabéns pelo seu trabalho e continue a supor que ele é capaz de fazer rir, e, principalmente, de fazer bem. A mim me fez.

    Um grande abraço,

    Luciano Carôso

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