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	<title>Ideias privadas, memórias públicas… &#187; Família</title>
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	<description>O blog de Luciano Caroso: etnomusicologia, ciberspaço, tecnocultura e outros bichos</description>
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		<title>Receita de São João</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Jun 2006 01:06:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Caroso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Em pleno São João, essa turminha aí de cima resolveu fazer uma festa improvisada. Diziam que era pra homenagear a tia Silvia, tão querida de todas. Na verdade era o gosto pela farra que movia as festeiras. Flora, a mais velha, foi pra cozinha aplicar seus recentes conhecimentos culinários e produziu (vigiada pelos olhos atentos e corujas do pai) uns deliciosos brigadeiros. Pediram também à outra tia (Val) que fizesse uns suspiros, no que ela atendeu prontamente. Teve ainda outros pratos, sempre improvisados por elas...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://luciano.caroso.com.br/wp-content/uploads/2006/11/festeiras1.jpg" alt="Festeiras" height="329" width="439" /><br />
<font size="1">Flora (10), Mércia (5), Moara (8) e Júlia (6)</font></p>
<p>Em pleno São João, essa turminha aí de cima resolveu fazer uma festa improvisada. Diziam que era pra homenagear a tia Silvia, tão querida de todas. Na verdade era o gosto pela farra que movia as festeiras. Flora, a mais velha, foi pra cozinha aplicar seus recentes conhecimentos culinários e produziu (vigiada pelos olhos atentos e corujas do pai) uns deliciosos brigadeiros. Pediram também à outra tia (Val) que fizesse uns suspiros, no que ela atendeu prontamente. Teve ainda outros pratos, sempre improvisados por elas. Reparei particularmente num deles:</p>
<p><img src="http://luciano.caroso.com.br/wp-content/uploads/2006/11/receita_original.jpg" alt="Receita Original" /></p>
<p>Agora, vai a receita:</p>
<ul>
<li>Farofa de chocolate &#8220;<a href="http://www.garoto.com.br" target="_blank">Batom</a>&#8221; branco</li>
<li>Pastilhas &#8220;<a href="http://www.tictac.com.br" target="_blank">Tic-tac</a>&#8221; sabor laranja</li>
<li>Confeitos de algodão doce colorido</li>
</ul>
<p>Criança tem cada uma&#8230; <img src='http://luciano.caroso.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
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		<title>Aos Araújo</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Mar 2005 03:33:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luciano Caroso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>

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		<description><![CDATA[Guardo na memória a figura de uma mulher doce, serena, firme, apaziguadora e cativante. Uma mãe amorosa e esposa dedicada, como rezam as melhores cartilhas das mulheres de sua geração e como são, especialmente, as mulheres do recôncavo baiano. Uma figura carismática que tinha sempre um sorriso a oferecer a quem lhe procurava. Que parecia ser munida de uma inabalável felicidade. Um ser radiante, esplêndido, que não terá dificuldades em ascender aos bons planos espirituais que o aguardam. Alguém que é efetivamente grande e atende pelo cognome de “Pequenita”...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Guardo na memória a figura de uma mulher doce, serena, firme, apaziguadora e cativante. Uma mãe amorosa e esposa dedicada, como rezam as melhores cartilhas das mulheres de sua geração e como são, especialmente, as mulheres do recôncavo baiano. Uma figura carismática que tinha sempre um sorriso a oferecer a quem lhe procurava. Que parecia ser munida de uma inabalável felicidade. Um ser radiante, esplêndido, que não terá dificuldades em ascender aos bons planos espirituais que o aguardam. Alguém que é efetivamente grande e atende pelo cognome de “Pequenita”.<br />
Guardo na memória a lembrança de uma família ímpar. Família na acepção mais ampla que existir. Incontáveis e inesquecíveis momentos de felicidade compartilhei com ela. Os membros dessa família são sempre boa gente. Intensos e alegres, são mestres na arte de festejar. Unidos como irmãos devem ser, mesmo nas desavenças que todos os bons irmãos devem ter. Família grande não só no sentido numérico. E que se tornou muito maior já que também são <em>experts</em> em outra arte: a de fazer e manter amigos. É a vocês, os Araújo de Santo Amaro, da rua do São Bento, a quem me dirijo.<br />
Nesses momentos de transição espiritual, que para nós ocidentais ainda são momentos em que a dor parece tomar conta do corpo e da alma, não há muito que dizer. Não há muito que fazer. Principalmente pra quem, como eu, que os compartilha mas não os vivencia da mesma forma que vocês. Gostaria, porém, de dizer algo a Ademir, Berenice, Cremilda, Deraldo (in memorian), Everaldo, Fernando, Geonísia, Heloísia, Isócrates, Jussara, Lúcia, Marco, Nádia, tantos genros e noras, sobrinhos e netos e, principalmente, a seu patriarca, Agnelo: vocês são pra mim referência de família, de gente e de humanidade. Saberão ultrapassar esses dias com a maestria e a alegria de sempre.<br />
Que Deus os abençoe.</p>
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